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Show Antisemitism the red cardContra o movimento de boicote a Israel no futebol

Foi uma viagem muito especial aquela que o nosso 1. FSV Mainz 05 fez pela Europa na época passada. Pudemos disputar seis jogos fora, cada um deles uma experiência muito especial. A calendarização, a questão dos bilhetes, os trajetos de viagem e as normas de segurança locais fizeram de tudo isto, por vezes, uma empreitada de pôr os nervos em franja – mas o que interessa é que, no fim, a coisa lá acabe por resultar. E resultou sempre. E, sobretudo nos jogos internacionais, um pouco de aventura também faz simplesmente parte.

O que os adeptos de futebol israelitas (ou melhor, os adeptos de clubes israelitas) estão atualmente a viver no contexto das competições da UEFA nada tem, porém, que ver com as canseiras habituais ou com «aventuras». Pelo contrário, toda a sua época europeia decorre à sombra de uma normalização progressiva de um clima de pogrom antissemita e sob reserva de exclusões antissemitas. E, no entanto, já seria mais do que tempo de compreender a gravidade da situação: os israelitas tornam-se cada vez mais alvo de agressões na Europa, enquanto judias e judeus na Alemanha há muito que estão «sentados em cima das malas feitas»[1].

Jogos em casa no exílio e adeptos na mira

Que os clubes de futebol israelitas já não possam disputar em Israel os seus jogos europeus em casa desde o 7 de outubro e a guerra de Gaza que se lhe seguiu,[2] é, pelo menos, compreensível, atendendo à situação de segurança no terreno.[3] E, contudo, não deixa de ser uma imagem deprimente e uma solução precária que os adeptos israelitas, quando não ficam eles próprios excluídos,[4] só possam viver os seus mágicos ‘jogos em casa’ europeus a centenas de quilómetros de distância, sob controlos de segurança reforçados, com um dispositivo policial imenso e, não raras vezes, totalmente sem ‘adeptos visitantes’.[5] Pelo menos o movimento internacional de boicote a Israel, que se reorganizou à pressa na sequência do maior massacre antissemita desde a Shoah e que se mobiliza atualmente sob o lema «Show Israel the red card», com a sua exigência máxima de banir Israel por completo do futebol internacional,[6] não conseguiu, para já, levar a sua avante.[7] O que, todavia, se vai impondo com cada vez mais autoconfiança é – no contexto dos jogos europeus disputados fora por equipas israelitas – uma prática de exclusão que, em última análise, tem de ser entendida como capitulação desapaixonada perante a turba antissemita, se não mesmo como colaboração pressurosa com ela.

Que esta turba anda regularmente a fazer das suas quando equipas israelitas jogam como visitantes na Europa, já se sabe há muito. Um dos pontos mais baixos data de há quase 20 anos: em novembro de 2006, várias dezenas de hooligans de direita dos Boulogne Boys, do PSG, andaram à caça de um adepto judeu do Hapoel depois de um jogo em casa contra o Hapoel Tel Aviv. O polícia negro à paisana Antoine Granomort veio em seu auxílio, foi ele próprio alvo de insultos racistas, ameaçado de morte e derrubado. Em legítima defesa, disparou um tiro mortal.[8]

Recordem-se aqui também as agressões antissemitas de adeptos do Union Berlin em 2021[9] e, sobretudo, os chocantes distúrbios de abril de 2023 em Atenas, quando adeptos do AEK – ainda antes do 7 de outubro –, num jogo de basquetebol contra o Hapoel Jerusalem, já não se contentaram – como ainda em 2019[10] – em queimar bandeiras israelitas, exibir bandeiras do Hezbollah e glorificar um terrorista condenado por cinco homicídios.[11] Agora, o seu apoio simbólico a organizações terroristas islamistas passou também aos atos, e foi (logo) contra a mais à esquerda de todas as claques israelitas[12] que investiram com pedras e engenhos pirotécnicos.[13] Bastam estes exemplos – e um olhar sobre a história – para mostrar que o ódio aos israelitas nada tem que ver com o compreensível apoio a movimentos de paz palestinianos.[14] É simplesmente ódio, ódio a Israel, que, logicamente, tem de desembocar no belicismo.

A situação atual

Por mais graves que tais hostilidades e ataques antissemitas sempre tenham sido – pelo menos os adeptos israelitas não estavam, à partida e de forma categórica, excluídos dos jogos por autoridades ou instituições como ‘pessoas indesejáveis’. Mas também isso mudou depois do 7 de outubro, que, de resto, o desporto europeu rodeou de um silêncio notavelmente ensurdecedor. Logo em dezembro de 2023, as autoridades espanholas decidiram classificar o jogo Villarreal–Maccabi Haifa como «jogo de alto risco» e não admitir adeptos visitantes.[15] Ora, não é novidade nenhuma que, nas competições de clubes da UEFA, os adeptos visitantes também sejam volta e meia excluídos, seja por ordem das autoridades, seja por determinação da UEFA. É certo que há casos em que estas decisões não se apoiam em condutas impróprias concretas dos adeptos, mas sim em «avaliações de risco» abstratas.[16] Habitualmente, porém, tais decisões são tomadas com base em indícios concretos, relacionados com as respetivas claques e que fazem temer problemas de segurança.[17] Ainda recentemente, a UEFA sublinhou que as proibições coletivas devem ser decretadas «apenas em casos excecionais» e assentar em «provas documentadas claras, objetivas e atuais».[18]

O facto de os adeptos visitantes israelitas serem atualmente alvo de exclusões coletivas nada tem, porém, que ver com desmandos reais ou que lhes sejam imputados. Quando, em fevereiro de 2024, os adeptos do Maccabi Haifa não foram autorizados a deslocar-se para o seu jogo em casa do KAA Gent, a cidade de Gante (Bélgica) deixou transparecer, na fundamentação da sua decisão, aquilo que provavelmente já estivera também em causa para as autoridades espanholas poucos meses antes: haveria «queixas de cidadãos politicamente empenhados», e o jogo seria um potencial «catalisador para exprimir frustrações e descontentamento que, em si, nada têm que ver com o próprio jogo». Admitia-se até a possibilidade de uma «ameaça de bomba».[19]

O que acontece quando tais «frustrações e descontentamento» passam às vias de facto pôde observar-se em novembro de 2024, nas caçadas antijudaicas aos cerca de 3000 adeptos visitantes do Maccabi Tel Aviv em Amesterdão.[20] O comportamento provocador e, em parte, também racista de alguns adeptos do Maccabi antes do jogo[21] não tinha, decerto, acalmado a situação – mas não foi a causa; foi, quando muito, um pretexto bem-vindo para a caça ao homem que se seguiu ao jogo, na qual, por todo o centro da cidade, inúmeros pequenos grupos se juntaram para «hit and run assaults» antissemitas.[22]

Já antes destes distúrbios, o anfitrião da deslocação seguinte do Maccabi, o Beşiktaş de Istambul, e a federação turca de futebol tinham declarado descaradamente que dos adeptos visitantes israelitas, de qualquer modo, só se poderia esperar «provocação e propaganda a favor dos massacres cometidos por Israel na Palestina», razão pela qual o jogo foi transferido para a Hungria e aí declarado jogo à porta fechada.[23] Um ano depois, as autoridades inglesas de Birmingham procederam de forma um pouco mais subtil e usaram os distúrbios de Amesterdão como pretexto para proibir o Aston Villa, por razões de segurança, de vender bilhetes a adeptos do Maccabi. A fundamentação policial transmite o pressentimento angustiante de uma atmosfera em que a simples visita de um clube de futebol israelita se torna motivo de mobilização política e antissemita.[24] Uma mobilização que, aliás, não se viu nem em relação à Rússia (no contexto da guerra contra a Ucrânia desde 2014) nem em relação à Turquia (no contexto dos ataques a territórios curdos).

E o que é particularmente nefasto: a agitação está a dar frutos. Nos Países Baixos, diversos atores mobilizaram-se contra o jogo do Hapoel Beer Sheva em casa do AZ Alkmaar, a 15 de outubro.[25] O resultado: a presidente da câmara, Anja Schouten, o Ministério Público e a polícia decidiram, por receio de «possíveis manifestações» e invocando uma vez mais os distúrbios de Amesterdão, que não seriam admitidos adeptos visitantes.[26] Uma semana depois, o Beer Sheva deveria, em princípio, defrontar o Union Saint-Gilloise na cidade belga de Lovaina. O presidente da câmara de Lovaina, Mohamed Ridouani, chegou mesmo a antecipar-se aos protestos, cheio de convicção, e mantém-se declaradamente «coerente» em não deixar equipas desportivas israelitas jogar no estádio King Power at Den Dreef.[27] A ‘solução’ atual: um jogo em Düsseldorf sem adeptos.[28] Quanto ao jogo contra o Beşiktaş em novembro, há informações contraditórias – oficialmente deverá realizar-se em Istambul, mas, ao que parece, está de novo prevista uma transferência para o estrangeiro.[29] De Bournemouth ainda nada se ouviu, mas, afinal, até ao jogo de janeiro de 2027 ainda há algum tempo.

Separados pelas cores – unidos na causa?

Assim, em vez de planearem viagens e aventuras em comum, os adeptos do Hapoel Beer Sheva, aos quais o nosso grupo e outros adeptos do 05 estão ligados por contactos próximos e também por amizades, têm de passar pela experiência de nem sequer serem tolerados na Europa. Não podem esperar qualquer apoio da sociedade civil local – pelo contrário. Entretanto, em Glasgow continua-se a posar com bandeiras da FPLP[30] e, de Madrid[31] a Częstochowa[32], de Paris[33] a Konya[34], de Roma[35] a Jena[36] e de Manchester[37] a Nicósia[38], tanto as claques de esquerda como as de direita estão de acordo: Israel é o «judeu entre os Estados»[39] e as suas cidadãs e os seus cidadãos são potencialmente alvos a abater.[40] Uma vez mais, o antissemitismo revela-se a ideologia integradora por excelência. Nesse sentido, nada mudou.

Tanto mais angustiante é a obediência antecipada com que instituições europeias fazem causa comum com esta turba antissemita nas ruas e nas bancadas. Quem não quer pogroms antijudaicos – assim parece rezar a lógica na Europa do século XXI – não deve deixar entrar judeus. Perante esta nova dimensão das ameaças antissemitas e dos mecanismos de exclusão, seria urgentemente necessário que todos os atores do futebol encarassem a sua tão apregoada responsabilidade no seio da ‘família do futebol’ – e, com isso, um enorme problema de antissemitismo.

Referências

  1. ↑Ver (entre muitos outros) Daniel Vymyslicky, do centro especializado contra o antissemitismo, em declarações à WDR (consequências do antissemitismo para as pessoas judias na Renânia do Norte-Vestefália). Ingo Neumayer: Antisemitismus in NRW: Name ändern, Kippa verbergen, Schule wechseln. WDR, 2 de agosto de 2026.https://www1.wdr.de/politik/politik-in-nrw/antisemitismus-auswandern-fachstelle-ns-dokumentation-100.html
  2. ↑Conforme decidido pela UEFA a 19 de outubro de 2023; UEFA: Abbruch des EM-Qualifikationsspiels zwischen Belgien und Schweden – Halbzeitergebnis als Endergebnis bestätigt. 19 de outubro de 2023.https://de.uefa.com/news-media/news/0286-1940797059da-d38f61e815d0-1000--abbruch-des-em-qualifikationsspiels-zwischen-belgien-und-s/
  3. ↑Ver o presidente da IFA, Moshe Zuares: Israel Football Association: [Comunicado sobre a anunciada proibição de jogos em Israel]. s.d.https://www.football.org.il/en/magazine/?itemid=%7B498A4D57-B762-4565-90C9-EA9ECDDFA98D%7D
  4. ↑Foi o caso, por exemplo, dos ‘jogos em casa’ do Maccabi Haifa e do Maccabi Tel Aviv em novembro de 2023.
  5. ↑Para não falar das consequências para os clubes; ver, por exemplo, SRF: Weniger Fans, weniger Geld … 16 de setembro de 2026.https://www.srf.ch/sport/fussball/europa-league/europa-league-im-exil-weniger-fans-weniger-geld-so-leidet-hapoel-bei-heimspielen
  6. ↑Football4Palestine: About [autoapresentação]. s.d.https://football4pal.com/about/
  7. ↑Ver Jerusalem Post Staff: ‘Not like Russia’: Israel will not be banned from soccer games. The Jerusalem Post, 9 de fevereiro de 2024. Combat Antisemitism Movement: ‘Show Israel the Red Card’ Campaign Is Latest Antisemitic Effort to Exclude Jewish Athletes Globally. 6 de março de 2025.https://www.jpost.com/israel-news/sports/article-786028https://combatantisemitism.org/studies-reports/show-israel-the-red-card-campaign-is-latest-antisemitic-effort-to-exclude-jewish-athletes-globally/
  8. ↑Gérard Davet: Le témoignage du policier auteur du coup de feu contre un supporteur du PSG. Le Monde, 27 de janeiro de 2007. As manifestações de solidariedade por parte dos adeptos do PSG e de outras claques francesas limitaram-se, de forma tão previsível quanto triste, ao hooligan abatido em legítima defesa; ver Luc Bronner: Enquête sur la famille des Boulogne Boys. Le Monde, 27 de novembro de 2006https://www.lemonde.fr/societe/article/2007/01/27/le-temoignage-du-policier-auteur-du-coup-de-feu-contre-un-supporteur-du-psg_860388_3224.htmlhttps://www.lemonde.fr/societe/article/2006/11/27/enquete-sur-la-famille-des-boulogne-boys_839021_3224.html
  9. ↑Felix Tamsut: Antisemitic incidents mar Union Berlin’s win over Haifa. Deutsche Welle, 6 de outubro de 2021.https://amp.dw.com/en/antisemitic-incidents-mar-union-berlins-win-over-maccabi-haifa/a-59374748
  10. ↑Efrat Amoraban: Greek fans burn Israeli flag at basketball game against Israelis. Ynetnews, s.d. European Jewish Congress: Greek fans burn Israeli flag at basketball game. 20 de dezembro de 2019https://www.ynetnews.com/culture/article/rkTN00p000Bhttps://eurojewcong.org/news/communities-news/greece/greek-fans-burn-israeli-flag-at-basketball-game-with-israelis/
  11. ↑A claque do AEK Atenas apresenta-se uma e outra vez, orgulhosamente, com uma faixa dedicada a Marwan Barghouti. Barghouti liderou a milícia «Tanzim» da Fatah e, segundo o apurado pelo tribunal, desempenhou também funções de liderança nas «Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa»; em 2004, foi condenado a cinco penas de prisão perpétua e mais 40 anos pelo homicídio de cinco pessoas, tentativa de homicídio e crimes relacionados com organização terrorista. O Hamas, que até é inimigo da Fatah, tentou várias vezes forçar a libertação do seu ‘herói do povo’ através de trocas de reféns. Robin Shulman: Palestinian Leader Convicted in Israel. The Washington Post, 21 de maio de 2004. Reuters: 'Israel refused to release Barghouti at last moment'. 13 de outubro de 2011. Samy Magdy, Joseph Krauss: Hamas wants these high-profile prisoners freed in exchange for Gaza hostages | AP News. AP News, 8 de agosto de 2025.https://www.washingtonpost.com/archive/politics/2004/05/21/palestinian-leader-convicted-in-israel/f84fcf85-50b9-4abb-81ac-6b5a70fa3a12/https://www.ynetnews.com/articles/0%2C7340%2CL-4134708%2C00.htmlhttps://apnews.com/article/israel-hamas-war-palestinian-prisoners-barghouti-ecd57941b935a88c1f560d35e25d0c1f
  12. ↑Kevin Culina: Mit Kippa, Che und Regenbogen. Jungle World, n.º 43/2015, 22 de outubro de 2015. Brigade Malcha: Perfil no Instagram @brigade_malcha. s.d.https://jungle.world/artikel/2015/43/mit-kippa-che-und-regenbogenhttps://www.instagram.com/brigade_malcha/?hl=de
  13. ↑ToI Staff: Sports minister slams violence by Greek basketball fans as ‘antisemitic attack’. The Times of Israel, 13 de abril de 2023. Efrat Amoraban: Greek fans burn Israeli flag at basketball game against Israelis. Ynetnews, s.d.https://www.timesofisrael.com/sports-minister-slams-violence-by-greek-basketball-fans-as-antisemitic-attack/https://www.ynetnews.com/culture/article/rkTN00p000B
  14. ↑Remete-se aqui, a título de exemplo, para o trabalho da Realign for Palestine: Realign for Palestine: End the violence. Start the future. s.d.https://realignforpalestine.org/
  15. ↑Ver Villarreal CF: Useful information for Villarreal vs Maccabi Haifa. 1 de dezembro de 2023.https://villarrealcf.es/en/useful-information-for-villarreal-vs-maccabi-haifa/
  16. ↑Foi o caso, por exemplo, do Dinamo Zagreb–PAOK em março de 2024; ver UEFA: UEFA statement on Dinamo Zagreb vs PAOK round of 16. 1 de março de 2024.https://www.uefa.com/news-media/news/028b-1a4e603c17ae-cb8aa75ebe2a-1000--uefa-statement-on-dinamo-zagreb-vs-paok-round-of-16/
  17. ↑Foi o caso, por exemplo, do Lille–Feyenoord em janeiro ou do Nápoles–Frankfurt em novembro de 2025. Também as anteriores sanções coletivas contra claques israelitas se basearam em infrações concretas, como a proibição de adeptos visitantes imposta ao Maccabi Haifa em julho de 2023; ver UEFA: AB decisions affecting the attendance of supporters to UEFA matches. 20 de julho de 2023.https://www.uefa.com/news-media/news/0283-1889481486f7-6ff77c805e2d-1000/
  18. ↑UEFA: European football unites to limit collective bans against away supporters. 3 de setembro de 2026.https://www.uefa.com/news-media/news/02a9-2180f7cdc802-f243aeefab46-1000--european-football-unites-to-limit-collective-bans-against-/
  19. ↑KAA Gent: KAA Gent–Maccabi Haifa zonder publiek. 19 de janeiro de 2024.https://www.kaagent.be/nl/nieuws/19-01-2024/kaa-gent-maccabi-haifa-achter-gesloten-deuren
  20. ↑Joshua Schultheis / Nils Kottmann: Was über die Gewalt in Amsterdam bekannt ist. Jüdische Allgemeine, 11 de novembro de 2024. World Jewish Congress: World Jewish Congress Condemns Violent Attack in Amsterdam, Calls for Vigilance and Action to Protect Jews. 8 de novembro de 2024. Canaan Lidor: In Amsterdam, a Jewish paper chronicles a reality full of fear. The Jewish Chronicle / JNS, 13 de maio de 2025https://www.juedische-allgemeine.de/juedische-welt/was-ueber-die-gewaltszenen-in-amsterdam-bekannt-ist/https://www.worldjewishcongress.org/en/news/wjc-condemns-violent-attack-in-amsterdam-calls-for-vigilancehttps://www.thejc.com/news/features/amsterdam-jewish-paper-reality-fear-cup6vp0p
  21. ↑Entre outras coisas, queimaram uma bandeira da Palestina e entoaram «We’ll fuck the Arabs»; ver NOS: Politie: Israëlische supporters op meerdere plaatsen belaagd, bekogeld en bedreigd. 8 de novembro de 2024; Toby Sterling: The buildup to attacks on Israeli football supporters in Amsterdam. Reuters, 10 de novembro de 2024.https://nos.nl/artikel/2543676-politie-israelische-supporters-op-meerdere-plaatsen-belaagd-bekogeld-en-bedreigdhttps://www.reuters.com/world/europe/buildup-attacks-israeli-football-supporters-amsterdam-2024-11-09
  22. ↑Ibid.
  23. ↑Beşiktaş JK: Club Announcement Regarding Europa League Match Between Beşiktaş and Maccabi Tel Aviv. 4 de novembro de 2024. Türkiye Futbol Federasyonu: Kamuoyuna Duyuru. 5 de novembro de 2024. UEFA: Beşiktaş JK vs Maccabi Tel-Aviv FC to be played in Debrecen. 11 de novembro de 2024.https://bjk.com.tr/en/news/90172/club-announcement-regarding-europa-league-match-between-besiktas-and-maccabi-tel-aviv.htmlhttps://www.tff.org/default.aspx?ftxtID=45876&pageID=687https://www.uefa.com/uefaeuropaleague/news/0293-1c413aae026a-d0c1fb03c125-1000/
  24. ↑UK Parliament: [Documentação relativa à avaliação de segurança do jogo Aston Villa–Maccabi Tel Aviv]. Outubro de 2025. O relatório menciona uma série de eventos ‘pró-palestinianos’, o atentado contra a sinagoga de Manchester a 2 de outubro de 2025 (2 vítimas mortais), bem como as reações de judias e judeus de Birmingham à decisão de excluir os adeptos visitantes: «It is yet another kick in the teeth for the UK Jewish community.» Igualmente revelador é o parágrafo: «Jewish community concerns that Pro-Palestine protest activity is expected to continue outside Villa Pk during the Maccabi match despite the non-attendance of Tel Aviv fans.»https://committees.parliament.uk/publications/51223/documents/284219/default/
  25. ↑BDS Nederland: Dringende oproep om te voorkomen dat de wedstrijd AZ – Hapoel Beér Sheva op 15 oktober in Alkmaar plaatsvindt. 14 de setembro de 2026. NPO Radio 1 / BNNVARA, Dijkstra & Evenblij ter plekke: Alkmaar vreest onrust door komst Israëlische voetbalploeg. 20 de setembro de 2026.https://bdsnederland.nl/az-hapoel-beer-sheva/https://www.nporadio1.nl/fragmenten/dijkstra-en-evenblij-ter-plekke/01a0bff4-5094-73ed-8c17-13c29da03bcc/2026-09-20-alkmaar-vreest-onrust-door-komst-israelische-voetbalploeg
  26. ↑NOS Football: Alkmaar laat geen Israëlische supporters toe bij Europa League-duel AZ. 30 de setembro de 2026https://nos.nl/artikel/2633101-alkmaar-laat-geen-israelische-supporters-toe-bij-europa-league-duel-az
  27. ↑Het Nieuwsblad: Union moet uitwijken voor Europese thuismatch omdat Israëlische ploeg niet welkom is in Leuven: “Ik ben daarin consequent”. s.d. Já antes as seleções nacionais masculina e feminina de Israel não tinham podido disputar em Lovaina os seus jogos contra a Bélgica.https://www.nieuwsblad.be/sport/voetbal/union-moet-uitwijken-voor-europese-thuismatch-omdat-israelische-ploeg-niet-welkom-is-in-leuven-ik-ben-daarin-consequent/160788072.html
  28. ↑Jerusalem Post Staff: Hapoel Beersheba banned from playing in Belgium, game moves to Germany. The Jerusalem Post, 25 de setembro de 2026. A cidade de Düsseldorf e o Fortuna não se pronunciaram (até agora) sobre este caso.https://www.jpost.com/israel-news/sports/article-909723
  29. ↑Sporx: Serdal Adalı açıkladı: Hapoel Beer-Sheva maçının yeri belli oldu! 23 de setembro de 2026, atualizado a 24 de setembro de 2026.https://www.sporx.com/serdal-adali-acikladi-hapoel-beer-sheva-macinin-yeri-belli-oldu-SXHBQ1177029SXQ
  30. ↑Adam Kula: Flag of group considered to be a terrorist organisation in Europe and America displayed at Glasgow Celtic vs Atletico Madrid match. News Letter, 26 de outubro de 2023.https://www.newsletter.co.uk/news/politics/flag-of-group-considered-to-be-a-terrorist-organisation-in-europe-and-america-displayed-at-glasgow-celtic-vs-atletico-madrid-match-4386848
  31. ↑Instagram: [Publicação sobre o Rayo Vallecano, ID da publicação DG3J9cuNULc]. s.d.https://www.instagram.com/p/DG3J9cuNULc/
  32. ↑Welt / dpa: Empörung in Polen über Banner von Haifa-Fans. 15 de agosto de 2025.https://www.welt.de/newsticker/dpa_nt/infoline_nt/sport_nt/article689f44ceed3b1a0a8bfba8be/Empoerung-in-Polen-ueber-Banner-von-Haifa-Fans.html
  33. ↑Sky Sport: Fans von Paris Saint-Germain breiten Palästina-Banner aus. 7 de novembro de 2024.https://sport.sky.de/fussball/artikel/fans-von-paris-saint-germain-breiten-palaestina-banner-aus/13249915/34956
  34. ↑YouTube: Konyaspor’s choreography expressing solidarity with Palestine … [vídeo curto]. s.d. YouTube: [Vídeo curto, ID do vídeo QEufB-OZ9zk]. s.d.https://www.youtube.com/shorts/04L8eBZceGIhttps://www.youtube.com/shorts/QEufB-OZ9zk
  35. ↑La Repubblica: Lazio-Roma, controlli della Digos contro messaggi antisemiti: i precedenti di Hitlerson e Anna Frank. 12 de novembro de 2023. Luca Monaco: I laziali “di sinistra” contro Lotito: “Accordo con Maccabi Tel Aviv, incompatibile con l’umanità”. La Repubblica, 26 de março de 2025. N1: [Ficheiro de imagem em formato AVIF]. s.d. Tobias Müller: Ins Aus gespielt. Jüdische Allgemeine, 22 de janeiro de 2013.https://roma.repubblica.it/cronaca/2023/11/12/news/derby_lazio_roma_antisemitismo_digos_anna_frank_hitler_hitlerson-420156939/https://roma.repubblica.it/cronaca/2025/03/26/news/laziali_sinistra_protesta_accordo_lotito_maccabi_tel_aviv-424086508/https://n1info.ba/media/images/2025/10/1759432782_2025-10-02T180419Z_75.format-avif.width-1200.avifhttps://www.juedische-allgemeine.de/juedische-welt/ins-aus-gespielt/
  36. ↑Football4Palestine: Map [mapa das claques participantes]. s.d.https://football4pal.com/map/
  37. ↑Abdul Moiz Malik: Why Man Utd, Liverpool won’t let fans carry Palestinian flags. Dawn, 31 de outubro de 2023. Football4Palestine: Map [mapa das claques participantes]. s.d.https://www.dawn.com/news/1785122https://football4pal.com/map/
  38. ↑Irish Sport For Palestine: [Publicação no Facebook sobre Gate Nine / PAC Omonia 29M em Nicósia]. s.d.https://www.facebook.com/IrishSportForPalestine/posts/nicosia-cyprus-gate-nine-pac-omonia-29m-show-israel-the-red-card-israel-is-a-ter/122185229360142765/
  39. ↑Poliakov, Léon (2022 [1983]): Von Moskau nach Beirut. Essay über die Desinformation. p. 32.
  40. ↑Deutschlandfunk: „Green Brigade“: Celtic Glasgow sperrt Fangruppe laut „Sportschau“ wegen Positionierung im Nahost-Krieg aus. 3 de novembro de 2023. Combat Antisemitism Movement: Relatório sobre a campanha «Show Israel the Red Card» (ver nota 7). 6 de março de 2025. Inga Hofmann: „Zeigt Israel die Rote Karte“: Die Spaltung der Fußball-Ultras beim Nahostkonflikt. Der Tagesspiegel, 27 de fevereiro de 2025.https://www.deutschlandfunk.de/celtic-glasgow-sperrt-fangruppe-laut-sportschau-wegen-positionierung-im-nahost-krieg-aus-100.htmlhttps://combatantisemitism.org/studies-reports/show-israel-the-red-card-campaign-is-latest-antisemitic-effort-to-exclude-jewish-athletes-globally/https://www.tagesspiegel.de/sport/zeigt-israel-die-rote-karte-die-spaltung-der-fussball-ultras-beim-nahostkonflikt-13245544.html

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